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Histórico

 Em 16 de julho de 1958, por intermédio da Portaria Reservada nº 116, o Exmo Sr Gen Ex Henrique Batista Duffles Texeira Lott, então Ministro de Estado e dos Negócios da Guerra, acollhendo a proposta do Exmo Sr Gen Aurélio Luiz de Farias, Diretor do Serviço Geográfico, cria a Comissão Especial de Levantamento do Nordeste (CELNE), marco de fundação de nossa OM. Entretanto a necessidade de sua criação se revelou anos antes, durante a atuação do Serviço Geográfico no Nordeste.

 Em meados de 1941, foi enviado para o Nordeste um Destacamento Especial do Serviço Geográfico. Devido à posição geoestratégica do saliente norte-oriental Brasileiro, julgou-se indispensável e urgente melhorar e completar a documentação cartográfica que existia sobre o litoral dos estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e parte do Ceará, pois caso o eixo consumasse a conquista do saliente norte-ocidental da África se verificariam, naquela região, acontecimentos de ordem militar.

 Chefiado pelo, então, Ten Cel Djalma Polli Coelho, o Destacamento Especial do Nordeste (DEN) executou aerolevantamentos rápidos e progressivos de modo que a tropa encarregada da defesa da região pudesse dispor de informações cartográficas atualizadas e mais detalhadas. No total foram realizadas 77 missões de võo, tomadas 7.923 fotografias aéreas, cobrindo uma área de 38.165 Km2 e as primeiras Cartas na escala 1:50.000 foram utilizadas pela tropa da 7ª Região já em 1942.

 Em 1944, o DEN concluía a impressão das cartas topográficas provisórias do litoral nordestino e o lançamento de uma rede de triangulação de 1ª ordem, capaz de assegurar o apoio geodésico na grande extensão Norte-Sul da área de levantamento. Nesse mesmo ano o Destacamento seria extinto, mas o resultado final e esforço vitorioso no Nordeste veio a ser o início de uma era completamente nova para o Serviço Geográfico.

 Anos se passaram e quatro meses após a sua criação, a CELNE foi instalada em um prédio sito à Rua do Bonfim, 37, próximo a Praça do Carmo, em Olinda, onde atualmente funciona a FOCCA - Faculdade de Olinda.

 No ano de 1967, a CELNE recebeu a área atual, iniciando sua mudança naquele mesmo ano e concluindo em 1968 a ocupação dessa posição geográfica. Em 1º de janeiro de 1969, a CELNE passou a denominar-se 3ª Divisão de Levantamento por intermédio do Decreto Presidencial nº 63.489, de 29 de outubro de 1968.

 Dentre os trabalhos executados ao longo da história pela CELNE e 3ª DL, destacam-se o levantamento topográfico da região da Fazenda Modelo (Sede do Colégio Militar), o nivelamento e a planta cadastral da cidade de Olinda, o levantamento aerofotogramétrico da cidade de Fortaleza e Aracajú em convênio firmado com a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), os convênios firmados com a Companhia Hidroelétrica da Boa Esperança (COHEBE) e com o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), além do levantamento topográfico do Campo de Lançamento de Foguetes da Barreira do Inferno em Natal.

 Por intermédio da Portaria nº 1.716, de 26 de dezembro de 2016 a 3ª Divisão de Levantamento passou a denominar-se 3º Centro de Geoinformação.

Imagem aérea do 3º CGEO

 O 3º Centro de Geoinformação se encontra no estado da arte da cartografia nacional, fazendo uso do que há de mais moderno em recursos tecnológicos na área do mapeamento, além da utilização de banco de dados geográficos que otimiza a produção de mapas e cartas em diversas escalas. Este Centro é, ainda, difusor do conhecimento de Reambulação, importante fase na produção cartográfica.

 Atualmente o 3º CGEO executa o convênio para Mapeamento do Estado da Bahia, celebrado entre o Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército Brasileiro e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social da Bahia. Desde o ano de 2009, já foram produzidas mais de 1.000 Cartas Topográficas nas escalas 1/25.000 e 1/50.000.

 É importante destacar a atuação, durante toda a história, dos nobres carteanos que se dedicaram de forma irrestrita e com extremo profissionalismo à nobre missão de colocar a Pátria no papel. O combatente da Geoinformação traz em si o sentimento de que “mapear é preciso” e a mentalidade de que “A melhor crítica é produzir melhor”

Mapear! Nobre missão.

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